<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3266107</id><updated>2011-04-21T16:26:44.827-03:00</updated><title type='text'>Beats e Lost Generation - O ar da contra-cultura!</title><subtitle type='html'>''Talvez nossas expectativas fossem um pouco grandiosas, nossos desapontamentos mais profundos: mas pelo menos aquela foi uma geração disposta a descobrir, uma geração que tinha optado pela ousadia'', descreve Harold Loeb, o inspirador do personagem Robert Cohn em ''O sol também se levanta'', de Hemingway.
</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://lostgeneration.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3266107/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lostgeneration.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Luciano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13797456022074820207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3266107.post-8376958</id><published>2002-01-03T14:15:00.000-03:00</published><updated>2002-01-03T14:34:47.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Vai aí uma jóia de Allen Ginsberg, um dos expoentes do movimento Beatnik:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Uivo para Carl Solomon&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vi os expoentes da minha geração destruídos pela&lt;br /&gt;loucura, morrendo de fome, histéricos, nus, &lt;br /&gt;arrastando-se pelas ruas do bairro negro de madrugada&lt;br /&gt;em busca uma dose violenta de qualquer coisa &lt;br /&gt;"hipsters" com cabeça de anjo ansiando pelo antigo&lt;br /&gt;contato celestial com o dínamo estrelado da&lt;br /&gt;maquinaria da noite, &lt;br /&gt;que pobres, esfarrapados e olheiras fundas, viajaram&lt;br /&gt;fumando sentados na sobrenatural escuridão&lt;br /&gt;dos miseráveis apartamentos sem água quente, flutuando&lt;br /&gt;sobre os tetos das cidades contemplando&lt;br /&gt;jazz, que desnudaram seus Cérebros ao céu sob o&lt;br /&gt;Elevados e viram anjos maometanos&lt;br /&gt;cambaleando iluminados nos telhados das casas de&lt;br /&gt;cômodos, &lt;br /&gt;que passaram por universidades com olhos frios e&lt;br /&gt;radiantes alucinando Arkansas e tragédias à luz&lt;br /&gt;de William Blake entre os estudiosos da guerra, &lt;br /&gt;que foram expulsos das universidades por serem loucos&lt;br /&gt;&amp; publicarem odes obscenas nas janelas do&lt;br /&gt;crânio, &lt;br /&gt;que se refugiaram em quartos de paredes de pintura&lt;br /&gt;descascada em roupa de baixo queimando seu&lt;br /&gt;dinheiro em cestas de papel, escutando o Terror&lt;br /&gt;através da parede, &lt;br /&gt;que foram detidos em suas barbas púbicas voltando por&lt;br /&gt;Laredo com um cinturão de marijuana para&lt;br /&gt;Nova York, &lt;br /&gt;que comeram fogo em hotéis mal-pintados ou beberam&lt;br /&gt;terebentina em Paradise Alley, morreram&lt;br /&gt;ou flagelaram seus torsos noite após noite &lt;br /&gt;com sonhos, com drogas, com pesadelos na vigília,&lt;br /&gt;álcool e caralhos e intermináveis orgias, &lt;br /&gt;incomparáveis ruas cegas sem saída de nuvem trêmula e&lt;br /&gt;clarão na mente pulando nos postes dos&lt;br /&gt;pólos de Canadá &amp; Paterson, iluminando completamente o&lt;br /&gt;mundo imóvel do Tempo intermediário, &lt;br /&gt;solidez de Peiote dos corredores, aurora de fundo de&lt;br /&gt;quintal com verdes árvores de cemitério, porre&lt;br /&gt;de vinho nos telhados, fachadas de lojas de subúrbio&lt;br /&gt;na luz cintilante de neon do tráfego na corrida&lt;br /&gt;de cabeça feita do prazer, vibrações de sol e lua e&lt;br /&gt;árvore no ronco de crepúsculo de inverno de&lt;br /&gt;Brooklyn, declamações entre latas de lixo e a suave&lt;br /&gt;soberana luz da mente, &lt;br /&gt;que se acorrentaram aos vagões do metrô para o&lt;br /&gt;infindável percurso do Battery ao sagrado Bronx&lt;br /&gt;de benzedrina até que o barulho das rodas e crianças&lt;br /&gt;os trouxesse de volta, trêmulos, a boca&lt;br /&gt;arrebentada e o despovoado deserto do cérebro&lt;br /&gt;esvaziado de qualquer brilho na lúgubre luz do&lt;br /&gt;zoológico, &lt;br /&gt;que afundaram a noite toda na luz submarina de&lt;br /&gt;Bickford's, voltaram à tona e passaram a tarde de&lt;br /&gt;cerveja choca no desolado Fuggazi's escutando o&lt;br /&gt;matraquear da catástrofe na vitrola automática de&lt;br /&gt;hidrogênio, &lt;br /&gt;que falaram setenta e duas horas sem parar do parque&lt;br /&gt;ao apê ao bar ao Hospital Bellevue ao Museu&lt;br /&gt;à Ponte de Brooklyn, &lt;br /&gt;batalhão perdido de debatedores platônicos saltando&lt;br /&gt;dos gradis das escadas de emergência dos&lt;br /&gt;parapeitos das janelas do Empire State da Lua, &lt;br /&gt;tagarelando, berrando, vomitando, sussurrando fatos e&lt;br /&gt;lembranças e anedotas e viagens visuais e&lt;br /&gt;choques nos hospitais e prisões e guerras, &lt;br /&gt;intelectos inteiros regurgitados em recordação total&lt;br /&gt;com os olhos brilhando por sete dias e noites,&lt;br /&gt;carne para a sinagoga jogada na rua, &lt;br /&gt;que desapareceram no Zen de Nova Jersey de lugar algum&lt;br /&gt;deixando um rastro de cartões postais&lt;br /&gt;ambíguos do Centro Cívico de Atlantic City, &lt;br /&gt;sofrendo suores orientais, pulverizações tangerianas&lt;br /&gt;nos ossos e enxaquecas da China por causa da&lt;br /&gt;falta da droga no quarto pobremente mobiliado de&lt;br /&gt;Newark, &lt;br /&gt;que deram voltas e voltas à meia-noite no pátio da&lt;br /&gt;estação ferroviária perguntando-se onde ir e&lt;br /&gt;foram, sem deixar corações partidos, &lt;br /&gt;que acenderam cigarros em vagões de carga, vagões de&lt;br /&gt;carga, vagões de carga que rumavam&lt;br /&gt;ruidosamente pela neve até solitárias fazendas dentro&lt;br /&gt;da noite do avô, &lt;br /&gt;que estudaram Plotino, Poe, São João da Cruz,&lt;br /&gt;telepatia e bop-cabala pois o Cosmos&lt;br /&gt;instintivamente vibrava a seus pés em Kansas, &lt;br /&gt;que passaram solitários pelas ruas de Idaho procurando&lt;br /&gt;anjos índios e visionários que eram anjos&lt;br /&gt;índios e visionários, que só acharam que estavam&lt;br /&gt;loucos quando Baltimore apareceu em êxtase&lt;br /&gt;sobrenatural, &lt;br /&gt;que pularam em limusines com o chinês de Oklahoma no&lt;br /&gt;impulso da chuva de inverno na luz das&lt;br /&gt;ruas de cidade pequena à meia-noite, &lt;br /&gt;que vaguearam famintos e sós por Houston procurando&lt;br /&gt;jazz ou sexo ou rango e seguiram o espanhol&lt;br /&gt;brilhante para conversar sobre América e Eternidade,&lt;br /&gt;inútil tarefa, e assim embarcaram num navio&lt;br /&gt;para a África, &lt;br /&gt;que desapareceram nos vulcões do México nada deixando&lt;br /&gt;além da sombra das suas calças&lt;br /&gt;rancheiras e a lava e a cinza da poesia espalhadas na&lt;br /&gt;lareira Chicago, &lt;br /&gt;que reapareceram na Costa Oeste investigando o FBI de&lt;br /&gt;barba e bermudas com grandes olhos&lt;br /&gt;pacifistas e sensuais nas suas peles morenas,&lt;br /&gt;distribuindo folhetos ininteligíveis, &lt;br /&gt;que apagaram cigarros acesos nos seus braços&lt;br /&gt;protestando contra o nevoeiro narcótico de tabaco&lt;br /&gt;do Capitalismo, &lt;br /&gt;que distribuíram panfletos supercomunistas em Union&lt;br /&gt;Square, chorando e despindo-se enquanto as&lt;br /&gt;sirenes de Los Alamos os afugentavam gemendo mais alto&lt;br /&gt;que eles e gemiam pela Wall Street e&lt;br /&gt;também gemia a balsa de Staten Island, &lt;br /&gt;que caíram em prantos em brancos ginásios desportivos,&lt;br /&gt;nus e trêmulos diante da maquinaria de&lt;br /&gt;outros esqueletos, &lt;br /&gt;que morderam policiais no pescoço e berraram de prazer&lt;br /&gt;nos carros de presos por não terem&lt;br /&gt;cometido outro crime a não ser sua transação&lt;br /&gt;pederástica e tóxica, &lt;br /&gt;que uivaram de joelhos no Metrô e foram arrancados do&lt;br /&gt;telhado sacudindo genitais e manuscritos, &lt;br /&gt;que se deixaram foder no rabo por motociclistas&lt;br /&gt;santificados e urraram de prazer, &lt;br /&gt;que enrabaram e foram enrabados por esses serafins&lt;br /&gt;humanos, os marinheiros, carícias de amor&lt;br /&gt;atlântico e caribeano, &lt;br /&gt;que transaram pela manhã e ao cair da tarde em&lt;br /&gt;roseirais, na grama de jardins públicos e&lt;br /&gt;cemitérios, espalhando livremente seu sêmem para quem&lt;br /&gt;quisesse vir, &lt;br /&gt;que soluçaram interminavelmente tentando gargalhar mas&lt;br /&gt;acabaram choramingando atrás de um&lt;br /&gt;tabique de banho turco onde o anjo loiro e nu veio&lt;br /&gt;atravessá-los com sua espada, &lt;br /&gt;que perderam seus garotos amados para as três megeras&lt;br /&gt;do destino, a megera caolha do dólar&lt;br /&gt;heterossexual, a megera caolha que pisca de dentro do&lt;br /&gt;ventre e a megera caolha que só sabe ficar&lt;br /&gt;plantada sobre sua bunda retalhando os dourados fios&lt;br /&gt;intelectuais do tear do artesão, &lt;br /&gt;que copularam em êxtase insaciável com uma garrafa de&lt;br /&gt;cerveja, uma namorada, um maço de&lt;br /&gt;cigarros, uma vela, e caíram da cama e continuaram&lt;br /&gt;pelo assoalho e pelo corredor e terminaram&lt;br /&gt;desmaiando contra a parede com uma visão da buceta&lt;br /&gt;final e acabaram sufocando um derradeiro&lt;br /&gt;lampejo de consciência, &lt;br /&gt;que adoçaram as trepadas de um milhão de garotas&lt;br /&gt;trêmulas ao anoitecer, acordaram de olhos&lt;br /&gt;vermelhos no dia seguinte mesmo assim prontos para&lt;br /&gt;adoçar trepadas na aurora, bundas luminosas&lt;br /&gt;nos celeiros e nus no lago, &lt;br /&gt;que foram transar em Colorado numa miriade de carros&lt;br /&gt;roubados à noite, N.C. herói secreto destes&lt;br /&gt;poemas, garanhão e Adonis de Denver — prazer ao&lt;br /&gt;lembrar das suas incontáveis trepadas com&lt;br /&gt;garotas em terrenos baldios &amp; pátios dos fundos de&lt;br /&gt;restaurantes de beira de estrada, raquíticas&lt;br /&gt;fileiras de poltronas de cinema, picos de montanha,&lt;br /&gt;cavernas ou com esquálidas garçonetes no&lt;br /&gt;familiar levantar de saias solitário à beira da&lt;br /&gt;estrada &amp; especialmente secretos solipsismos de&lt;br /&gt;mictórios de postos de gasolina &amp; becos da cidade&lt;br /&gt;natal também, &lt;br /&gt;que se apagaram em longos filmes sórdidos, foram&lt;br /&gt;transportados em sonho, acordaram num&lt;br /&gt;Manhattan súbito e conseguiram voltar com uma&lt;br /&gt;impiedosa ressaca de adegas de Tokay e o horror&lt;br /&gt;dos sonhos de ferro da Terceira Avenida &amp; cambalearam&lt;br /&gt;até as agências de emprego, &lt;br /&gt;que caminharam a noite toda com os sapatos cheios de&lt;br /&gt;sangue pelo cais coberto por montões de&lt;br /&gt;neve, esperando que se abrisse uma porta no Bast River&lt;br /&gt;dando num quarto cheio de vapor e ópio, &lt;br /&gt;que criaram grandes dramas suicidas nos penhascos de&lt;br /&gt;apartamentos do Hudson à luz de holofote&lt;br /&gt;anti-aéreo da lua &amp; suas cabeças receberão coroas de&lt;br /&gt;louro no esquecimento, &lt;br /&gt;que comeram o ensopado de cordeiro da imaginação ou&lt;br /&gt;digeriram o caranguejo do fundo lodoso dos&lt;br /&gt;rios de Bovery, &lt;br /&gt;que choraram diante do romance das ruas com seus&lt;br /&gt;carrinhos de mão cheios de cebola e péssima&lt;br /&gt;música, &lt;br /&gt;que ficaram sentados em caixotes respirando a&lt;br /&gt;escuridão sob a ponte e ergueram-se para construir&lt;br /&gt;clavicêmbalos nos seus sótãos, &lt;br /&gt;que tossiram num sexto andar do Harlem coroado de&lt;br /&gt;chamas sob um céu tuberculoso rodeados&lt;br /&gt;pelos caixotes de laranja da teologia, &lt;br /&gt;que rabiscaram a noite toda deitando e rolando sobre&lt;br /&gt;invocações sublimes que ao amanhecer&lt;br /&gt;amarelado revelaram-se versos de tagarelice sem&lt;br /&gt;sentido, &lt;br /&gt;que cozinharam animais apodrecidos, pulmão coração pé&lt;br /&gt;rabo borsht &amp; tortillas sonhando com o&lt;br /&gt;puro reino vegetal, &lt;br /&gt;que se atiraram sob caminhões de carne em busca de um&lt;br /&gt;ovo, &lt;br /&gt;que jogaram seus relógios do telhado fazendo seu lance&lt;br /&gt;de aposta pela Eternidade fora do Tempo &amp;&lt;br /&gt;despertadores caíram nas suas cabeças por todos os&lt;br /&gt;dias da década seguinte, &lt;br /&gt;que cortaram seus pulsos sem resultado por três vezes&lt;br /&gt;seguidas, desistiram e foram obrigados a&lt;br /&gt;abrir lojas de antigüidades onde acharam que estavam&lt;br /&gt;ficando velhos e choraram, &lt;br /&gt;que foram queimados vivos em seus inocentes ternos de&lt;br /&gt;flanela em Madison Avenue no meio das&lt;br /&gt;rajadas de versos de chumbo &amp; o contido estrondo dos&lt;br /&gt;batalhões de ferro da moda &amp; os guinchos de&lt;br /&gt;nitroglicerina das bichas da propaganda &amp; o gás&lt;br /&gt;mostarda de sinistros editores inteligentes ou foram&lt;br /&gt;atropelados pelos táxis bêbados da Realidade Absoluta, &lt;br /&gt;que se jogaram da Ponte de Brooklyn, isto realmente&lt;br /&gt;aconteceu e partiram esquecidos e&lt;br /&gt;desconhecidos para dentro da espectral confusão das&lt;br /&gt;ruelas de sopa &amp; carros de bombeiros de&lt;br /&gt;Chinatown, nem mesmo uma cerveja de graça, &lt;br /&gt;que cantaram desesperados nas janelas, jogaram-se pela&lt;br /&gt;janela do metrô, saltaram no imundo rio&lt;br /&gt;Passaic, pularam nos braços dos negros, choraram pela&lt;br /&gt;rua afora, dançaram sobre garrafas&lt;br /&gt;quebradas de vinho descalços arrebentando nostálgicos&lt;br /&gt;discos de jazz europeu dos anos 30 na&lt;br /&gt;Alemanha, terminaram o whisky e vomitaram gemendo no&lt;br /&gt;toalete sangrento, lamentações nos&lt;br /&gt;ouvidos e o sopro de colossais apitos a vapor, &lt;br /&gt;que mandaram brasa pelas rodovias do passado viajando&lt;br /&gt;pela solidão da vigília de cadeia do&lt;br /&gt;Golgota de carro envenenado de cada um ou então a&lt;br /&gt;encarnação do Jazz de Birmingham, &lt;br /&gt;que guiaram atravessando o país durante setenta e duas&lt;br /&gt;horas para saber se eu tinha tido uma visão&lt;br /&gt;ou se você tinha tido uma visão ou se ele tinha tido&lt;br /&gt;uma visão para descobrir a Eternidade, &lt;br /&gt;que viajaram para Denver, que morreram em Denver, que&lt;br /&gt;retornaram a Denver &amp; esperaram em&lt;br /&gt;vão, que espreitaram Denver &amp; ficaram parados pensando&lt;br /&gt;&amp; solitários em Denver e finalmente&lt;br /&gt;partiram para descobrir o Tempo &amp; agora Denver está&lt;br /&gt;saudosa dos seus heróis, &lt;br /&gt;que caíram de joelhos em catedrais sem esperança&lt;br /&gt;rezando por sua salvação e luz e peito até que a&lt;br /&gt;alma iluminasse seu cabelo por um segundo, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que se arrebentaram nas suas mentes na prisão&lt;br /&gt;aguardando impossíveis criminosos de cabeça&lt;br /&gt;dourada e o encanto da realidade nos seus corações que&lt;br /&gt;entoavam suaves blues de Alcatraz, &lt;br /&gt;que se recolheram ao México para cultivar um vício ou&lt;br /&gt;as Montanhas Rochosas para o suave Buda&lt;br /&gt;ou Tanger para os garotos ou Pacifico Sul para a&lt;br /&gt;locomotiva negra ou Harvard para Narciso para o&lt;br /&gt;cemitério de Woodlawn para a coroa de flores para o&lt;br /&gt;túmulo, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que exigiram exames de sanidade mental acusando o&lt;br /&gt;rádio de hipnotismo &amp; foram deixados com&lt;br /&gt;sua loucura &amp; suas mãos &amp; um júri suspeito, &lt;br /&gt;que jogaram salada de batata em conferencistas da&lt;br /&gt;Universidade de Nova York sobre Dadaísmo e&lt;br /&gt;em seguida se apresentaram nos degraus de granito do&lt;br /&gt;manicômio com cabeças raspadas e fala de&lt;br /&gt;arlequim sobre suicídio, exigindo lobotomia imediata, &lt;br /&gt;e que em lugar disso receberam o vazio concreto da&lt;br /&gt;insulina metrasol choque elétrico hidroterapia&lt;br /&gt;psicoterapia terapia ocupacional pingue-pongue &amp;&lt;br /&gt;amnésia, &lt;br /&gt;que num protesto sem humor viraram apenas uma mesa&lt;br /&gt;simbólica de pingue-pongue, mergulhando&lt;br /&gt;logo a seguir na catatonia, &lt;br /&gt;voltando anos depois, realmente calvos exceto uma&lt;br /&gt;peruca de sangue e lágrimas e dedos para a&lt;br /&gt;visível condenação de louco nas celas das&lt;br /&gt;cidades-manicômio do Leste, &lt;br /&gt;Pilgrim State, Rockland, Greystone, seus corredores&lt;br /&gt;fétidos, brigando com os ecos da alma,&lt;br /&gt;agitando-se e rolando e balançando no banco de solidão&lt;br /&gt;à meia-noite dos domínios de mausoléu&lt;br /&gt;druídico do amor, o sonho da vida um pesadelo, corpos&lt;br /&gt;transformados em pedras tão pesadas&lt;br /&gt;quanto a lua, com a mãe finalmente ****** e o último&lt;br /&gt;livro fantástico atirado pela janela do cortiço e&lt;br /&gt;a última porta fechada às 4 da madrugada e o último&lt;br /&gt;telefone arremessado contra a parede em&lt;br /&gt;resposta e o último quarto mobiliado esvaziado até a&lt;br /&gt;última peça de mobília mental, uma rosa de&lt;br /&gt;papel amarelo retorcida num cabide de arame do armário&lt;br /&gt;e até mesmo isso imaginário, nada mais&lt;br /&gt;que um bocadinho esperançoso de alucinação — &lt;br /&gt;ah, Carl, enquanto você não estiver a salvo eu não&lt;br /&gt;estarei a salvo e agora você está inteiramente&lt;br /&gt;mergulhado no caldo animal total do tempo — &lt;br /&gt;e que por isso correram pelas ruas geladas obcecados&lt;br /&gt;por um súbito clarão da alquimia do uso da&lt;br /&gt;elipse do catálogo do metro &amp; do plano vibratório &lt;br /&gt;que sonharam e abriram brechas encamadas no Tempo &amp;&lt;br /&gt;Espaço através de imagens justapostas e&lt;br /&gt;capturaram o arranjo da alma entre 2 imagens visuais e&lt;br /&gt;reuniram os verbos elementares e juntaram&lt;br /&gt;o substantivo e o choque de consciência saltando numa&lt;br /&gt;sensação de Pater Omnipotens Aeterni&lt;br /&gt;Deus, &lt;br /&gt;para recriar a sintaxe e a medida da pobre prosa&lt;br /&gt;humana e ficaram parados à sua frente, mudos e&lt;br /&gt;inteligentes e trêmulos de vergonha, rejeitados&lt;br /&gt;todavia expondo a alma para conformar-se ao ritmo&lt;br /&gt;do pensamento na sua cabeça nua e infinita, &lt;br /&gt;o vagabundo louco e Beat angelical no Tempo,&lt;br /&gt;desconhecido mas mesmo assim deixando aqui o que&lt;br /&gt;houver para ser dito no tempo após a morte, &lt;br /&gt;e se reergueram reencarnados na roupagem&lt;br /&gt;fantasmagórica do jazz no espectro de trompa dourada&lt;br /&gt;da banda musical e fizeram soar o sofrimento da mente&lt;br /&gt;nua da América pelo amor num grito de&lt;br /&gt;saxofone de eli eli lama lama sabactani que fez com&lt;br /&gt;que as cidades tremessem até seu último rádio, &lt;br /&gt;com o coração absoluto do poema da vida arrancado para&lt;br /&gt;fora dos seus corpos bom para comer por&lt;br /&gt;mais mil anos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3266107-8376958?l=lostgeneration.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3266107/posts/default/8376958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3266107/posts/default/8376958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lostgeneration.blogspot.com/2001_12_30_archive.html#8376958' title=''/><author><name>Luciano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13797456022074820207</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
